segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

RICARDO COUTINHO: Ex-governador se diz inocente de acusações e rechaça prisão.



Após reportagem em rede nacional sobre a Operação Calvário – Juízo Final, que culminou na prisão do ex-governador Ricardo Coutinho, ele, já em liberdade após determinação do ministro do STJ Napoleão Nunes Maia, realizou uma live em suas redes sociais se declarando inocente das acusações.

Na transmissão ao vivo, Ricardo disse que nunca pensou em fugir e que, quando tomou ciência de que estava sendo procurado pela Polícia Federal e Interpol, tratou de comprar passagem de volta ao Brasil, já que estava em viagem de férias na Europa.

O socialista disse que foi um choque quando soube que alguém o teria acusado de ser o chefe de uma organização criminosa.

– Eu já vi todo tipo de combate, mas particularmente essa me chocou. Eu imediatamente comprei nova passagem, comuniquei à Polícia Federal de que estava vindo, porque, jamais passou pela minha cabeça de não voltar. Disseram que eu estava fugindo. Esses assassinatos de reputação estão sendo feitos desde o início do ano e eu percebia que era uma forma articulada – disse na live.

Ricardo considerou sua prisão como arbitrária e que “não seja possível que prisão preventiva se torne um mérito para interrogatório”.

Ele criticou a forma como a Justiça tem agido através de pedidos de prisão preventiva, sem que antes desse o direito ao contraditório, e a oferta de colaboração premiada.

– Por que não chamou antes para perguntar? Eu daria as respostas e se tivesse alguma prova contra a minha pessoa, aí sim, se poderia iniciar o processo, permitindo o contraditório e se tiver provas, condenar. É assim que a Justiça age. No Brasil ela está sobre todas as outras e prende as pessoas sem nenhuma prova. Põe em condenação e, uma pessoa presa, querendo a liberdade a qualquer custo ou temendo por algum familiar seu, que geralmente é isso, faz a delação em busca de um benefício e coloca um alvo. Você pega um instrumento como esse e banaliza dessa forma – contou.

O ex-governador questionou a contemporaneidade dos fatos e da acusação e disse que isso fez com que o ministro do STJ determinasse sua soltura.

– Você não tem os fatos ocorrendo naquele momento. Foi isso que o ministro Napoleão Maia Filho do STJ, em nove páginas ele desmontou 209 de acusações. Eu não era mais governador.

Coutinho ressaltou ainda o rompimento com o atual governador João Azevêdo, e disse que, devido às acusações, houve perseguição “aos melhores quadros que o governo tinha”, se referindo às exonerações feitas no Estado.

Ele ainda disse que sua prisão foi para forçar uma barra e espetacularizar nas campanhas e debates políticos.

O líder dos ‘girassóis’ ainda disse que há um grande esforço de tentar negar o projeto político do PSB que mudou o estado com uma grande força.

Fonte: Paraíba Online

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