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sábado, 3 de agosto de 2019

ECONOMIA GERADA: Governo federal quer vender 3.751 imóveis da União e arrecadar R$ 30 bilhões até 2022.

Imóvel à venda na Tijuca, no Rio de Janeiro Foto: Pedro Teixeira / Agência O Globo
O governo federal tem um plano ambicioso para um período de quatro anos: arrecadar, com a venda de imóveis da União, R$ 30 bilhões. Para isso, no entanto, terá que enfrentar desafios. Invasões, problemas com a documentação e dificuldades no licenciamento de projetos são alguns dos entraves que, na avaliação de especialistas, precisam ser solucionados para tirar o plano do papel.


A equipe econômica montou uma estratégia para tentar superar essas barreiras, como rodadas de eventos com investidores e oferecimento de pacotes de ativos para fundos imobiliários.

A projeção de arrecadação até 2022 é com base em um mapeamento de 3.751 propriedades com melhores condições de irem a mercado. Na lista, há terrenos, galpões, prédios, salas comerciais e até fazendas. A expectativa da equipe econômica é levantar R$ 1 bilhão até o fim do ano.

Se alcançada, a cifra seria quase o dobro do valor recebido com alienação de bens ao longo de toda a última década: R$ 664 milhões, segundo os dados do Ministério da Economia. Os imóveis mapeados até agora são uma pequena fração dos mais de 700 mil imóveis do governo federal, universo que inclui áreas que não podem ser vendidas, como praças e até praias.

Para especialistas, o mercado imobiliário – que começa a se recuperar dos efeitos da recessão – terá capacidade de absorver esses ativos se o governo souber preparar os imóveis. Segundo os dados mais recentes da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), os lançamentos no país somaram 27.878 unidades entre janeiro e maio, alta de 4,1% em relação ao ano passado.

O presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio (Ademi-RJ), Cláudio Hermolin, observa que o governo precisa investir para aumentar a atratividade desses bens. Uma das sugestões é ajudar grandes compradores a recuperarem o apoio dos investidores, facilitando o licenciamento de projetos, como condomínios ou empreendimentos comerciais.

– É óbvio que imóvel que tenha liquidez vai ter mercado. O déficit habitacional no Brasil é imenso. Quando se fala em imóveis residenciais ou que tenham vocação para virar residenciais, como prédios ou terrenos, obviamente tem demanda. Mas esses ativos vão ser mais líquidos (fáceis de vender) quanto mais garantias a gente tiver de que pelo menos vai ter um fast track , uma atenção especial na aprovação – disse.

E acrescenta:

– Você dá garantia jurídica para aquele investidor de que no mínimo vai ter uma atenção especial naquele projeto e que não vai cair no limbo (da burocracia) –  diz Hermolin.

Fonte: O Globo

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