20 de abril de 2019

NATAÇÃO: Em "treino de luxo", revezamento 4x100m do país faz melhor marca do mundo em 2019.

Era uma final do Troféu Maria Lenk, mas as circunstância transformaram tudo em um "treino de luxo" para o Campeonato Mundial de Gwangju, em julho, e os Jogos Pan-Americanos de Lima, em agosto. A final do revezamento 4x100m livre pôs o público de pé para ver a apresentação do Pinheiros, que reúne os quatro nadadores que formarão a equipe nacional na prova para os dois torneios mais importantes do ano (Marcelo Chierighini, Breno Correia, Pedro Spajari e Gabriel Santos).


E o que se viu foi uma exibição poderosa do quarteto, que dá esperança para conquistas neste e no próximo ano - o 4x100m é tido como maior chance de medalha da natação brasileira na Olimpíada de Tóquio. O Pinheiros (na ordem com Santos, Correia, Chierighini e Spajari) venceu com a marca de 3min12s09, bem à frente do Minas Tênis Clube (3min16s68) e da Unisanta (3min19s17), que fecharam o pódio.

A marca obtida pelos vencedores é a melhor do mundo na temporada, ainda que haja poucas marcas registradas por seleções nacionais até o momento em 2019 - a maioria das projeções é feitas com a soma dos tempos dos campeonatos nacionais; nesse caso, os quatro melhores atletas da Rússia somavam 3min12s42.

Ainda assim, o tempo registrado pelos pinheirenses é bem forte. Ele é apenas sete centésimos mais lento do que os 3min12s02, que deram ao Brasil a prata no Pan-Pacífico de Tóquio em 2018 e que foram a melhor marca do planeta.

- Tinha um pouco de ressaca dos dois tiros de 100m [a prova individual ocorreu na quinta-feira]. Mandar esse tempo é bom, é um bom marco inicial, mas dá para tirar bastante. Já começamos a treinar para o Mundial. Agora é só melhorar, ajustar. Cada um de nós consegue tirar mais meio segundo, pelo menos, e pensar em um grande tempo. Esse time aqui já está muito unido, muito bem. Vai sair um resultado excepcional para a gente - afirmou Marcelo Chierighini, que triunfou na disputa individual dos 100m com 47s68.

A equipe brasileira deve fazer alguns torneios de preparação nos Estados Unidos e na Europa antes da viagem para a Coreia do Sul. Os próprios nadadores calculam que é possível tirar meio segundo cada e bater o recorde sul-americano. Entre eles, havia até a expectativa de baixar a marca nesta sexta-feira.

- É um revezamento que vem em progressão. A entrada do Breno pesa muito. A gente queria esse recorde sul-americano hoje já, porque vínhamos trabalhando por esse tempo. Agora que temos esse revezamento formado e concreto, queremos a medalha de ouro no Mundial e no Pan-Americano - disse Spajari, que fechou a prova para o time.

Ele, por sinal, ficou insatisfeito ao ser informado de sua parcial: 48s04. Achou fraca, até porque no Pan-Pacífico de Tóquio completou em 100m em 46s94. Gabriel abriu a prova com 48s45, Breno veio em seguida com 48s17 e Chierighini fez a terceira perna em 47s43.

- A gente aproveitou a oportunidade para testar essa formação de base. Agora é buscar ajustar, tirar mais de meio segundo por cada parcial. Mas é um passo de cada vez, ainda temos provas individuais nessa competição - disse Breno.

O fato de treinarem juntos diariamente é visto como outro trunfo para um grupo já extremamente talentoso.

- A ideia é manter a ordem para manter uma unidade, uma coisa bem sólida. São detalhes que valem uma medalha lá na frente - comentou Santos, que estreou na seleção adulta justamente no revezamento 4x100m na Olimpíada do Rio.

Fonte: Globo Esporte

Nenhum comentário:

Postar um comentário