PESQUISE AQUI

21 de novembro de 2018

COGITADO: Bolsonaro sonda Celso Russomano para ministério das Cidades.

A equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro fez uma sondagem para que o atual líder do PRB na Câmara, o deputado federal reeleito Celso Russomanno (SP), ocupe o cargo de ministro das Cidades, uma das pastas da Esplanada com maior orçamento e capilaridade de atuação nos Estados e municípios.

A sondagem foi confirmada pelo próprio Russomanno. O parlamentar admitiu que teve uma conversa com um integrante da equipe de transição sobre o cargo, mas que não falou com Bolsonaro.


“Prefiro ficar quieto até que se concretize ou não”, disse ele, ao dizer que não sabe como essa sondagem “vazou”. Ele ressaltou que a sondagem não significa que ele vá ocupar o cargo.

Russomanno, um dos principais parlamentares do PRB, disse que não vai se pronunciar sobre o assunto e disse que só quem fala desse assunto é o presidente do partido, Marcos Pereira, que foi eleito deputado federal em outubro.

Deputado federal eleito pela sexta vez, Russomanno declarou publicamente apoio a Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial. O deputado, que é jornalista, tem um programa de defesa de consumidor na TV Record, emissora de televisão cujo principal dono, o líder da Igreja Universal do Reino de Deus Edir Macedo, declarou voto no então presidenciável do PSL na reta final do primeiro turno da disputa ao Palácio do Planalto.

O PRB elegeu 30 deputados federais em outubro, aumentando em 9 o tamanho da atual bancada.

A estratégia da equipe de Bolsonaro de negociar cargos de ministros diretamente com parlamentares sem envolver direções partidárias têm causado desconforto em alguns políticos mais tradicionais.

A aposta do presidente eleito é buscar apoio de no Congresso por meio de frentes parlamentares ou de pessoas que contam com respaldo de entidades de classe, como nas escolhas do deputado Luiz Mandetta (DEM-MS), para a Saúde, e de Tereza Cristina (DEM-MS), para a Agricultura. O governo eleito faz questão de dizer que não são indicações partidárias para o primeiro escalão.


Fonte: Brasília Reuters

Nenhum comentário:

Postar um comentário