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28 de novembro de 2018

BRASÍLIA: Veneziano se reúne com Ministro da Integração para cobrar retorno de vazão da Transposição na PB.

O senador eleito pela Paraíba, Veneziano Vital do Rêgo, solicitou uma audiência com o ministro da Integração, Pádua Andrade, para debater as razões para a baixa vazão e o bombeamento das águas da Transposição do Rio São Francisco para o Eixo Leste da obra, na Paraíba. A reunião acontece a partir das 16h desta quarta-feira (28) em Brasília.

Veneziano revelou que conversou com o presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), João Fernandes, e foi informado sobre os efeitos dessa suspensão.

João Fernandes declarou que a suspensão da vazão prejudicou o volume da água que chegava ao açude de Camalaú, e, consequentemente, que ia para o açude de Epitácio Pessoa (Boqueirão), abastecendo diversas cidades polarizadas por Campina Grande.

Veneziano destacou que cobrará do ministro imediatas soluções para o retorno da vazão, por entender que não é a formalização da fase comercial da transposição, junto ao Governo da Paraíba, um motivo para manter esse contratempo. “A manutenção dessa vazão é algo de interesse de todos os paraibanos”, disse O parlamentar, destacando que tal atitude vem causando a milhares de paraibanos a diminuição dos volumes de vários mananciais na Paraíba.

Ele lembrou que, no Cariri, por exemplo, o açude da cidade de Sumé é que vem abastecendo os 14 municípios da região, dependendo, apenas, da água das chuvas, e que o manancial tem pouco mais 2 milhões de metros cúbicos da capacidade.

Em recente entrevista, João Fernandes salientou que o governo federal está, de certa forma, pressionando o Governo do Estado para já iniciar a fase comercial da transposição, e que, na Paraíba, esta cobrança deverá ser em torno de R$ 140 milhões. Ele frisou também que o Ministério deveria ter instalado um sistema de energia solar na obra, porque 90% do preço da transposição vai para pagar a energia que é gasta.

“O sistema ainda está em fase de teste e não custava nada continuarem os testes até o dia 31 de dezembro, continuando a alimentar o Rio Paraíba e Poções (em Monteiro), para mantermos a perenização do Rio Paraíba. Temos um equipamento caro para medir a chegada de água e nós tiramos porque parou o bombeamento. O ministro disse que ia manter a vazão, mas infelizmente não o fez. O que na verdade o que o governo federal quer é contratar essa operação, e o preço que eles vão cobrar pelo serviço nós estamos lutando para reduzir. Eu fiz um relatório com todos os dados do que chegava em Monteiro, em Boqueirão, e passei para um dos senadores da Paraíba e um deputado federal, pedindo para eles, para ninguém estar dizendo que eu estou pressionando. Quando eu coloco a situação nas rádios da Paraíba, não tem deputado e senador que não tome conhecimento dos alertas que estamos fazendo. Então nenhum deles pode se fazer de doido e alegar que desconhece o problema”, disse João.

Fonte: ClickPB

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